9 de fevereiro de 2010

Enquanto em meu rosto não exala expressão
Minha alma parece parar ou meu pensamento estar em outro local,

Minha atenção não se prende a nada
E assim fico cheio de "ois" e "O que?!"
Não se engane pensando que estou em silêncio, que sou desligado ou lento por não responder
É que não estou para fora, em minha varanda, estou dentro de mim
Ali sim faço barulho sem som alto, converso a todo volume, dou risadas sem sorrir, analiso sem ser visível minha conclusão, me entristeço sem expressar, choro sem lágrimas, canto até ficar rouco, penso sem parar. O que você faria se ninguém estivesse vendo?
Faço quando todos vêem, mas nem todos sabem enxergar além do obvio,
Só conseguira ver-me por dentro quem perceber quando estou fora.


Um comentário:

  1. Nem todas as pessoas enxergam além do óbvio, apenas olham, assim "au pasant", e até veem, mas para enxergar, é necessário sair da treva formada pelas suas escuridões, gente há que sai da treva e, não sabendo o que fazer sem a escuridão, vai ao inferno à procura de luz, e torna-se prisioneira da escuridão de sua própria treva, e já não vê, as vezes olha, mas não enxerga.

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