28 de agosto de 2009

Dia qualquer, sem nada que pudesse causar um impacto até antão, me encontro em uma sala onde a poltrona me deixa à vista um verdadeiro arsenal de quadros na parede, diversos tamanhos e formas, histórias e estórias contadas por detrás de cada imagem e pelas bocas que fizeram com que suas vozes ainda permanecessem em minha mente; levanto-me, ando pela sala e observo que em cada imagem há um rosto conhecido, um lugar conhecido, retalhos de histórias que não sabia e que percebo que em algum momento de minha vida de modo indiretamente direto se encontram em minha história, a curiosidade me leva a um corredor que mais parece um mosaico, a janela não faz esforço para reter os raios de sol que deixam mais nítidos a sala e concorrem com a iluminação artificial, a cada nova foto uma expressão em meu rosto de espanto, em ver minha idade aumentar, conforme meus passos me guiavam, a toda imagem essa pessoa me acompanhava, ora como principal obra da foto, ora como simples coadjuvante. Quantos cenários que faziam parte de mim: varanda, conversas, sala, calçada... Minhas fases: criança, adolescência... Fui justamente nessa fase que me encontro no fim do corredor com uma imagem refletida pelo espelho, percebi que a partir deste momento essa pessoa não pôde mais me acompanhar...

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